Carta Che Guevara



Somos a juventude que se indigna contra qualquer injustiça cometida em qualquer parte do planeta. E vivemos uma época onde as injustiças são tantas que é preciso mudar o mundo. O capitalismo massacra a nossa juventude e povo e destrói a natureza: a barbárie capitalista, a guerra, a exploração e o consumismo são as maiores razões de infelicidade e ameaçam a própria vida na Terra. Por isto tudo, e graças às lutas dos que nos antecederam, assumimos para nós o desafio que a História nos legou: s omos a geração das mudanças no Brasil.

Filhos(as) das lutas contra a Ditadura e da resistência ao neoliberalismo, a maioria de nós ingressou na luta política após a vitória das forças progressistas com a eleição de Lula - um período de maior democracia e de conquistas do povo brasileiro, conquistas que defendemos e aprofundaremos. Abraçamos com honra a oportunidade que nos foi dada pela História de sermos a geração a enterrar definitivamente o neoliberalismo neste país continente. Com a nossa militância diária, pelo nosso amor ao Brasil e ao povo, por todas as vítimas do capitalismo, assumimos nosso posto de combate na luta da Nação para que a triste noite neoliberal jamais volte a dominar nosso país.

Nossa luta é um importante capítulo da que o povo trava em todo o mundo, milhões de jovens como nós que se levantam contra o imperialismo e suas guerras. Em especial na América Latina, temos vencido a direita neoliberal e, numa incrível sintonia, Brasil, Venezuela, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Nicarágua, Equador, Argentina e a indomável Cuba reescrevem os sonhos de Simón Bolívar, José Martí, José Bonifácio e Che Guevara de libertar Nossa América da dominação das grandes potências. E é com a rebeldia destes próceres que alertamos às forças imperialistas que a América Latina não é quintal de ninguém. Defenderemos unidos a nossa soberania e a nossa Amazônia. E a forma mais concreta desta defesa é avançar na integração latino-americana que está ao alcance de nossas mãos.

Para concretizar tamanhos objetivos, esta nova geração de militantes da UJS é chamada a iniciar uma nova fase, ao consolidar os êxitos do relançamento. A UJS caminha a passos largos para uma maior consolidação orgânica, o enraizamento de seu trabalho através dos núcleos e direções municipais e estaduais, a diversificação, com o fortalecimento das frentes, o avanço no movimento estudantil e uma maior atenção ao movimento secundarista, o impulso na organização da juventude trabalhadora, a luta contra quaisquer formas de opressão e discriminação. O Brasil é um país imenso e complexo e é necessária uma tática complexa e ousada que uma todos aqueles que defendem o Brasil para que possamos definitivamente romper as cadeias da especulação financeira que ainda nos limitam.

Isto só se fará com o protagonismo político da juventude brasileira e a nossa disposição em unir todas as juventudes que lutam para derrotar o neoliberalismo. Para isto precisamos construir uma UJS ainda maior, mais influente, diversificada, de massas, uma UJS que fale para toda juventude brasileira.

Somos a escola do Socialismo. E, como aprendemos com o Che, "devemos ser a vanguarda de todos os movimentos, os primeiros a estar dispostos para os sacrifícios que a revolução demande , qualquer que seja a sua natureza: os primeiros no trabalho, os primeiros no estudo, os primeiros na defesa do país . E para isto temos que nos colocar tarefas reais e concretas , tarefas que são do trabalho cotidiano que não podem admitir o menor vacilo ". Estas lições aprenderemos juntos na UJS, fortalecendo a capacidade de transmitir a nossa militância e a toda a juventude os valores e a tecnologia social que desenvolvemos ao construir esta que é a maior organização juvenil socialista do Brasil.

A consolidação deste amplo movimento com a cara do Brasil atinge um novo patamar com nossos 130 mil filiados que falarão para toda a juventude brasileira, traduzindo através de múltiplas linguagens a mesma mensagem socialista. O Brasil contribuirá de maneira decisiva para construir um futuro de paz e solidariedade, de dignidade para todos(as), superando as trevas do capitalismo.

Todo revolucionário(a) é movido(a) por grandes sentimentos de amor, como nos ensinou Ernesto Che Guevara, cujo nascimento, há oitenta anos celebramos dando a este congresso o seu nome, incorporando sua imagem ao nosso símbolo, seguindo sua mensagem emancipadora. Nele nos inspiramos para dizer em alto e bom som: nosso presente é de luta e o futuro nos pertence!


Hasta la victória, sempre!


São Paulo, 15 de junho de 2008.

14° Congresso Nacional da UJS

Cuba chama América Latina a festejar os 50 anos da Revolução




Cuba chama América Latina a festejar os 50 anos da Revolução

SÃO PAULO (Reuters) - Ernesto 'Che' Guevara é uma figura tão emblemática do século 20, que a sua imagem -- aquela baseada numa foto famosa de Alberto Korda, tirada na década de 1960 -- transcende a sua ideologia. Na verdade, a idéia que as pessoas fazem do guerrilheiro vem se mostrando tão maleável que seu culto se adapta a qualquer grupo, desde políticos chineses a neonazistas alemães.

O documentário "Personal Che", que estréia em São Paulo e Rio, investiga pelo mundo a fora as diversas representações e leituras que são feitas sobre o guerrilheiro -- enfim, é a busca pelo mito de cada um.

"Todo mundo pode interpretá-lo como quiser", afirma, no começo do filme, John Lee Anderson, biógrafo do guerrilheiro argentino, autor de "Che Guevara: Uma Biografia".

Cuba está preparando uma grande festa para celebrar os 50 anos de sua Revolução, em 1º de janeiro de 2009. O secretário-geral do Partido Comunista Cubano, Fernando Remírez de Estenoz, convidou todas as forças progressistas do continente a participar das comemorações, além de formar parte do Encontro de Partidos e Movimentos Políticos da América Latina e Caribe por motivo do 50º aniversário da Revolução Cubana, a ser realizado nos primeiros dias do ano que vem.

O convite foi feito por Remírez na abertura do 14º Encontro do Foro de São Paulo, realizado no fim de maio em Montevidéu, Uruguai. "Como parte do esforço comum para incrementar, ampliar e intensificar a imprescindível coordenação e trabalho conjunto das forças de esquerda do continente, nosso partido decidiu convocar para o mês de janeiro do próximo ano esse encontro", disse.

A idéia do PC de Cuba é trocar informações sobre o que vem sendo feito no país e no continente para combater as desigualdades e desenvolver cada uma das nações latino-americanas. "será também um excelente cenário para refletir e expor critérios sobre quanto e como o mundo, a América Latina e o Caribe mudaram desde 1º de janeiro de 1959, e sobre as conquistas e feitos comuns que hoje temos como esquerda latino-americana e caribenha", afirmou.


Confira abaixo a íntegra do discurso de Remírez:


Companheiras e Companheiros,


Que nossas primeiras palavras sejam de agradecimento aos companheiros da Frente Ampla pela organização desta reunião.


Este Foro se realiza em um Uruguai diferente graças à histórica vitória da Frente Ampla e a posse do Companheiro Tabaré Vasquez na Presidência.


A Revolução Cubana sempre contou com o apoio e a amizade do povo uruguaio e especialmente da Frente Ampla. Hoje reiteramos nossa saudação revolucionária e nossa solidariedade no enfrentamento dos importantes desafios que têm pela frente.


Entre os dias 2 a 4 de julho se completam 18 anos da celebração do Encontro de Partidos e Organizações Políticas da América Latina e Caribe, que deu origem ao nosso Foro de São Paulo, uma das primeiras respostas políticas surgidas na contra-corrente da implantação da chamada nova ordem mundial. Isso ocorreu seis meses depois da queda de muro de Berlim e um ano e meio antes do desaparecimento da União Soviética, coincidindo com o apogeu do mito do "fim da história", que a esquerda latino-americana não vacilou em rechaçar.


O Foro de São Paulo foi o resultado de uma mudança de época: foi a reação da esquerda latino-americana e caribenha que transitava, em parte surpreendida e em parte receosa, do fim de uma época de ditaduras e repressão maciça, em direção ao início de outro momento caracterizado pela completa mistura de incremento e desenvolvimento da luta social, questionamento da atividade política tradicional, especialmente pelos jovens e, pela primeira vez, o reconhecimento institucional dos seus resultados eleitorais.


Durante os primeiros anos de existência do Foro, seus membros acumularam crescentes espaços, mas seus candidatos presidenciais não conseguiam ainda vencer as brutais campanhas de medo promovidas pela grande imprensa, totalmente controlada pelo imperialismo e pela direita, que vaticinavam o isolamento, o colapso econômico e o caos se os povos tentassem libertar-se do insuportável peso do neoliberalismo.


Foi em meio à mais grave crise econômica, política e social até então desencadeada na região que em dezembro de 1998 se produziu a eleição de Hugo Chávez para a Presidência da Venezuela. Logo se seguiram as eleições de Lula, Tabaré, Evo, Daniel e Correa.


Hoje nossos membros fazem parte do governo em treze países latino-americanos e caribenhos e em uma quantidade superior exercem o controle de governos locais e têm representação parlamentar nacional. A estes se soma a recente eleição do presidente Fernando Lugo no Paraguai, que pôs fim a mais de seis décadas de monopólio do poder exercido pelo partido Colorado.


Mas estes êxitos trazem emparelhados novos desafios. Nas atuais condições do mundo, o acesso ao governo não pressupõe o exercício do poder. O novo é que a esquerda latino-americana e caribenha não apenas disputa o poder com o imperialismo e seus representantes nativos a partir da oposição, mas também do governo.


Os êxitos de hoje podem ser reversíveis amanhã e por isso devemos dedicar uma grande parte de nossas energias a defender as conquistas.


A aspiração e a meta é uma América Latina e um Caribe livres de qualquer forma de dominação estrangeira, politicamente unida e integrada econômica e socialmente em benefício pleno dos povos.


Nossa reunião é realizada quando a humanidade atravessa um dos momentos mais difíceis e complexos de sua história: um mundo com profundas injustiças e desigualdades, com guerras e conflitos; que enfrenta uma nova crise econômica, que coincide simultaneamente com uma crise energética, outra de alimentos e com uma grave crise do meio-ambiente.


Na Conferência das Nações Unidas sobre meio-ambiente e desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro há 16 anos, o Companheiro Fidel Castro alertou de modo profético que: "uma importante espécie biológica está em risco de desaparecer por uma rápida e progressiva liquidação de suas condições naturais de vida: o homem". Os anos lhe deram razão.


O governo Bush, apesar das centenas de milhares de mortos e da destruição que as agressões ao Iraque e ao Afeganistão provocaram, continua empenhado em sua política de guerras preventivas, iniciada sob o pretexto da luta contra o terrorismo, quando os verdadeiros e egoístas objetivos são apoderar-se dos recursos naturais do mundo, especialmente o petróleo, e garantir, pela força, sua hegemonia mundial.


As aventuras belicosas dos EUA, seu enorme gasto militar e suas receitas econômicas neoliberais agravaram os desequilíbrios da economia internacional, de que a escalada vertiginosa dos preços do petróleo é um exemplo eloqüente.


Foi imposto ao mundo um modelo econômico depredador que devora os recursos energéticos não renováveis e contamina o planeta. A última expressão dessa política irracional dos governos dos Estados Unidos e Europa é a utilização de alimentos para produzir biocombustíveis, cujas conseqüências são dramáticas com a elevação dos preços dos alimentos e o crescimento da fome em todo o mundo.


A pobreza e a desigualdade não são privilégios da maioria da humanidade que vive nas nações pobres. Também nos exclusivos e excludentes países ricos crescem a pobreza e os conflitos.


Nosso continente é o mais desigual do planeta, no qual mais de 200 milhões de pobres não têm os recursos mais elementares para subsistir enquanto surgem novos centros de consumo com um luxo chocante, demente e suicida. Além disso, o crime e o narcotráfico continuam se fortalecendo na sociedade onde campeiam os assassinatos e os seqüestros.


A intenção do imperialismo norte-americano de impor em nosso continente uma área de livre-comércio fracassou e agora prioriza a assinatura de tratados de livre comércio bilaterais e sub-regionais, para assim impor por outra via seus objetivos e garantir seu domínio.


Como resposta a essa crise profunda, vive-se na região um momento novo de luta e o movimento popular latino-americano alcançou importantes vitórias e avanços.


Graças à iniciativa da Venezuela, desenvolveu-se a alternativa bolivariana para os povos de nossa América.


A Petrosul, a Petrocaribe, a Telesul e o Banco do Sul constituem projetos decisivos para o futuro da nossa região. Estamos convencidos de que este é o caminho e de que nossos países não têm outra alternativa senão a integração econômica.


Em Cuba, mantemos nosso objetivo de estabelecer uma sociedade baseada na solidariedade humana e não no egoísmo e nas ganâncias materiais. Durante os dois últimos anos nosso povo ratificou sua firme vontade de manter e de defender a continuidade da revolução e o socialismo, a partir do exemplo da liderança histórica encabeçada pelos companheiros Fidel e Raul e do papel decisivo do Partido Comunista.


Tal como assinalou o companheiro Raul Castro: "Nesse empenho teremos como meta principal seguir melhorando nosso ainda imperfeito mas justo sistema social, em meio à realidade atual, que sabemos que é extremamente complexa e mutável e, ao que tudo indica, continuará sendo no futuro".


Por esse caminho avançamos apesar do aumento sem precedentes das agressões e da feroz guerra econômica por parte do governo Bush, que já custou mais de 90 bilhões de dólares.


Seguimos avançando também no desenvolvimento da nossa democracia, incentivando o debate e a participação dos cubanos na análise e solução de nossos problemas e deficiências.


Recentemente realizamos eleições locais e gerais, nas quais a revolução recebeu um contundente apoio e convocamos o Congresso do nosso Partido para o final do próximo ano.


Apesar das dificuldades que enfrentamos e das agressões do imperialismo, continuamos a obra internacionalista e Martiana da revolução.


Quase duzentos mil trabalhadores da saúde de nossa pátria salvaram ou curaram milhões de pacientes em vários continentes.


Mais de um milhão de latino-americanos e caribenhos recuperaram a visão graças à Operação Milagre. Três milhões e meio de pessoas aprenderam a ler e escrever com o método cubano "Sim, eu posso".


Estudam atualmente em nosso país mais de trinta mil jovens de 123 países, destes 23.532 cursam a carreira de medicina e há ainda outros 23.127 que se formam médicos junto a nossas brigadas no exterior.


Companheiras e companheiros,


Diante do avanço das forças progressistas e de esquerda, o imperialismo e, evidentemente, seus aliados no continente adotam políticas cada vez mais reacionárias, como a brutal ingerência de Washington para impedir o triunfo das alternativas populares; as fraudes cometidas para despojar a esquerda de seus triunfos eleitorais; as campanhas de medo para desqualificar os candidatos progressistas; a criminalização da luta social e o aumento da repressão.


O governo Bush continua organizando e financiando planos subversivos contra os governos da Venezuela e da Bolívia e mantém sua opressão colonial sobre o povo irmão de Porto Rico.


O governo norte-americano manipula o tema das armas de extermínio em massa, sendo responsável por mais da metade dos gastos militares do mundo e retirou os EUA do Protocolo de Kyoto, apesar de ser responsável pela quarta parte de todos os gases e resíduos tóxicos do planeta; e constitui o primeiro e decisivo apoio aos crimes do governo sionista contra o povo palestino.


Em pleno século 21, o governo Bush, além do campo de concentração em Guantánamo e das prisões e vôos clandestinos, legalizou a tortura, o que constitui um ato de infâmia, sem comparação na história da humanidade.


O governo dos EUA, enquanto proclama falsamente uma guerra ao terrorismo, protege e apóia os piores terroristas do nosso continente, como Luís Posada Carriles e Orlando Bosh, e viola as leis internacionais e sua própria legislação, negando-se a extraditar para a Venezuela o primeiro, enquanto mantém seqüestrados brutal e ilegalmente cinco jovens cubanos, precisamente por lutarem contra o terrorismo e salvarem vidas cubanas e norte-americanas.


Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Fernando González e René Gonzalez injustamente cumprem penas de prisão por defender seu povo e outros povos do terrorismo.


Nesta semana apresentamos na televisão provas irrefutáveis da vinculação indecente e direta que existe entre os mais conhecidos grupos terroristas radicados nos EUA, o governo desse país e sua Sessão de Interesses em Havana e personagens da contra-revolução.


Companheiras e companheiros,


Como resposta à ofensiva imperialista na América Latina e no Caribe surgiram e tomaram vulto novas organizações e agrupamentos que incluem tanto movimento sociais como indígenas que compartilham muitos de nossos objetivos e com os quais devemos ser capazes de articular um esforço comum. Estes movimentos adquirem, dia a dia, maior desenvolvimento e maturidade. Junto a eles, nós, os partidos e movimentos políticos de esquerda, devemos marchar unidos.


Em nosso continente, como no resto do mundo, o tema da unidade das forças e setores revolucionários de esquerda e progressistas é decisivo. A divisão continua constituindo um calcanhar de Aquiles e uma debilidade, do que as forças de direita e o imperialismo se aproveitam.


Uma unidade que é fundamental na luta pelo socialismo, um socialismo desenhado e construído pelos nossos próprios povos.


O momento é de luta. Hoje devemos intensificar nossa solidariedade com todos aqueles que combatem e se esforçam por um futuro melhor.


Em primeiro lugar, com o governo de Evo Morales na Bolívia, que sofre uma feroz campanha do imperialismo e da reação local, que exacerba a ameaça de uma fragmentação nacional que afetaria a grande maioria dos bolivianos, sem distinção de classe, raça ou filiação política, assim como tem o intuito de evitar que se oficialize na Bolívia, pela primeira vez, um governo que representa a luta pela avassaladora maioria do povo boliviano que foi excluído, explorado e discriminado por cinco séculos.


Também demandam solidariedade urgente:


A Revolução Bolivariana na Venezuela, para frustrar uma nova onda da campanha desestabilizadora;


O governo de Fernando Lugo que enfrenta uma descomunal tarefa para corresponder às esperanças do povo paraguaio;


A Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional, com o objetivo de neutralizar a ingerência dos EUA na próxima campanha eleitoral em El Salvador e rechaçar qualquer possibilidade de fraude nas eleições de maio de 2009;


O Movimento Independentista Portorriquenho, que este ano travará novas e importantes batalhas no comitê de descolonização e na Assembléia Geral da ONU;


O povo equatoriano frente à agressão e violação de seu território e sua soberania; e tantas outras causas que devemos apoiar.


Como parte do esforço comum para incrementar, ampliar e intensificar a imprescindível coordenação e trabalho conjunto das forças de esquerda do continente, nosso partido decidiu convocar para o mês de janeiro do próximo ano o "Encontro de Partidos e Movimentos Políticos da América Latina e Caribe por motivo do 50º aniversário da Revolução Cubana". Essa será, sem dúvida alguma, a oportunidade para trocar informações sobre o que temos feito, o que estamos fazendo e o que vamos fazer para defender e desenvolver, cada dia mais, nosso projeto socialista; e será também um excelente cenário para refletir e expor critérios sobre quanto e como o mundo, a América Latina e o Caribe mudaram desde 1º de janeiro de 1959, e sobre as conquistas e feitos comuns que hoje temos como esquerda latino-americana e caribenha.


Companheiras e companheiros,


Proximamente será comemorado o aniversário de nascimento do Che. Inspirados em seu heróico exemplo, continuemos sua luta para alcançar, em nosso continente, um mundo melhor baseado na liberdade e toda a justiça.


Viva a Revolução!
Viva o Socialismo!
Até a vitória sempre!
Muito obrigado.

Fonte: Vermelho

Gavião conta um pouco da sua vida



Gavião conta um pouco da sua vida e atuação como militante da maior organização de juventude do país

Quem já viu o atual presidente da União da Juventude Socialista, conhecido por Gavião, talvez não imagine a história que está "escondida" em meio a tantas convicções políticas e militância. Marcelo Brito nasceu em Simões Filho a vinte minutos de Salvador e conheceu a política desde muito cedo através da militância do seu pai no PCdoB.

Tendo tido dificuldades na infância, pois não cresceu deitado em um berço de ouro, o presidente da UJS tem orgulho ao lembrar que, quando era criança na década de 80, aguardava ansioso o pai chegar das reuniões do partido para "roubar" o adesivo da foice e martelo e colar na sua camiseta cheio de orgulho.

E por falar em ouro... Quando era adolescente, antes de conhecer a UJS, Gavião se embrenhou por terrenos religiosos e se aproximou de um grupo de jovens da Igreja Católica.

"Questionei tudo desde sempre e quando vi aquele santo de ouro maciço em uma instituição que prega o fim da pobreza senti que não era o meu caminho", conta.

Aos 13 anos ganhou sua primeira ficha de filiação, que ficou por muito tempo em meio a um dos cadernos da escola. Mas o primeiro contato com a UJS aconteceu mais tarde, em 1996, quando tinha 16 anos de idade e o pai o incentivou a participar de uma Plenária Municipal da entidade em Salvador.

"Perto de casa existia uma associação de moradores e eu tomava conta do bar dessa associação. A plenária foi em um sábado, era o dia que eu mais vendia no bar, mas eu dei um jeito, chamei o meu irmão para ficar no meu lugar e chegando lá foi um impacto muito grande... Como os jovens conseguiam falar dos problemas da juventude com tanta paixão e propriedade? E então aquilo me encantou", conta emocionado.

Três meses depois o pai falou sobre o Congresso Nacional da UJS que seria em São Paulo e perguntou se ele queria ir. "É óbvio que eu queria ir, imagine um garoto de 16 anos viajando sozinho para São Paulo".

E foi aí que a paixão aconteceu, quando voltou do Congresso, embebido pela experiência trocada com outras culturas brasileiras, queria fazer revolução a cada passo dado. Entrou para o grêmio da escola, assumindo a Diretoria de Imprensa, filiou jovens na UJS, convocou uma assembléia geral e destruiu o grêmio atuante. "Eles só puxavam o saco da diretoria, não estavam nem aí com nada", diz Gavião que encabeçou a chapa que foi eleita com dois mil votos.

Então foi presidente do grêmio por um ano, até eleger um sucessor, depois foi para a direção da UESF (União dos Estudantes de Simões Filho) e na Direção Estadual da UJS também foi membro da Associação Baiana dos Estudantes Secundaristas.

Mas nem sempre de flores vive a militância... "No ano de 2000 a situação da minha família estava difícil, estávamos passando por dificuldades financeiras, antes o meu pai tinha a possibilidade de me ajudar, mas neste momento não estava mais suprindo".

Foi aí que Gavião foi trabalhar em uma empresa de mármore e ainda guarda o macacão que o acompanhou depois de praticamente um ano de jornada. "Essa experiência foi fantástica, pois o fato de um jovem de 17 e 18 anos poder trabalhar aumenta a responsabilidade e acrescenta em valores que serão importantes para o resto da vida", se orgulha.

Das oito as cinco empresa de mármore, nas madrugadas e fins de semana, UJS e em 2000 a UJS sugeriu que ele coordenasse a ação dos estudantes secundaristas na Bahia. "Depois disso foi o momento da minha vinda para São Paulo e eu percebi que sempre que vamos assumir uma tarefa pensamos conhecer os novos caminhos e dificuldades, mas aos poucos vamos nos surpreendendo".

De acordo com Gavião o início não foi fácil, mas felizmente ele pode contar com a solidariedade dos amigos da militância paulistana. "Fui eleito presidente da UBES com duas malas nas mãos e sem ter onde morar, por um tempo eu moraria na casa de fração da UPES, mas o pessoal foi despejado", afirma.

"Depois fui convidado pela Lúcia Stumpf para morar na casa dela, a minha idéia era ficar alguns dias, mas acabei ficando três meses. Contei com a ajuda de muitos amigos como Rovilson Portella e como contou o Thiago Franco no 14º Congresso, a história do Rovilson fazer rodízio com o seu colchão foi verdade".

Para Gavião o maior ensinamento é que ser socialista é uma prática cotidiana, ele afirma que tem muito orgulho de ter presidido a UBES e sente uma paixão muito grande pelo movimento secundarista. "Temos que dar a devida importância a estes jovens, pois é aí que reside o instinto da revolução", se emociona.

Nova Gestão e desafios

Marcelo Brito foi reeleito Presidente da União da Juventude Socialista na Plenária Final do 14º Congresso da organização, ocorrida no último fim de semana (15) e as expectativas não são pequenas.

"A campanha foi grande e alegre e mostrou uma consolidação do projeto de fazer da UJS uma organização de massa. Todas as etapas provaram isso, seus debates, intervenções, animação de militantes e os atos políticos que foram bem prestigiados pelo Vice-Presidente José de Alencar e os Ministros Orlando Silva e Luiz Dulce".

De acordo com o Presidente da UJS este é o momento de consolidar os avanços do país. "Afinal de contas em 2002 a organização tinha 20 mil filiados, agora temos 130 mil". A geração de 92 derrubou Collor, a geração de 94 até 2002 combateu a Era FHC, tivemos também a geração que elegeu o presidente Lula, "agora temos que dar continuidade às conquistas que o Brasil vem garantindo nos últimos anos".

Gavião conta que este é o momento adequado para entender que as eleições de 2008 são o preparo para as eleições de 2010 e a UJS deve afirmar aos quatro cantos que valeu a pena acreditar na campanha do Governo Lula mesmo com a direita tendo tentado impor diversos medos para que acontecesse o contrário.

"Precisamos fazer mais mobilizações, debates, passeatas, ganhar mais jovens para chegar a 2010 com uma massa juvenil politizada e combativa. Não queremos entregar no Brasil para quem defende a privatização, criminaliza os movimentos sociais e enxerga a América Latina como um apêndice dos interesses dos Estados Unidos e da União Européia", conta.

Para ele não podemos esquecer das lutas específicas, melhoria nas condições d educação, democracia, construção das universidades, ampliação de vagas e projetos da mesma importância que o ProUni. Ele conta que a experiência do Governo Lula respondeu a uma série de coisas, hoje o desemprego diminuiu, mas ainda é grande na juventude. "Temos muitas coisas para resolver e a UJS pretende mobilizar os jovens para debater propostas para ter soluções para estes problemas, além de construir um grupo de militantes cada vez mais forte e que proponha a potencialização das lutas políticas para fazer uma reforma democrática".

Os desafios incluem:

- Reforma tributária;

- Reforma educacional;

- Reforma agrária, incluindo as terras da União;

- Reforma urbana – as cidades crescem de forma desorganizada e sem planejamento;

- Reforma política – que visa fortalecer os partidos políticos, diferentemente da constante idéia de corrupção que é transmitida e afasta a juventude da política;

"O maior erro seria dizer que eu estou satisfeito. A grande marca da juventude é a capacidade de se indignar e não se satisfazer com o que tem, a nossa militância se esforçou muito, a direção da UJS no seu conjunto se esforçou muito, mas, ainda é pouco para quem quer construir o socialismo no Brasil", afirma Gavião.

De acordo com ele o objetivo é consolidar a UJS como uma organização de massa. "A maior batalha da UJS é a ideológica, muitas vezes não está materializado em nada específico, mas ao mesmo tempo está em todo lugar, precisamos combater o consumismo e o individualismo".

Militância

"O que falta na militância, na juventude, para podermos atingir os nossos objetivos na organização é valorizar o que conquistamos até os dias de hoje. Como diz Jorge Aragão no seu samba 'Respeite quem pode chegar onde a gente chegou', ainda somos insuficientes, mas precisamos preparar melhor ideologicamente a militância para não deixarmos a peteca cair", conta.

Gavião diz que ainda somos quadros em formação, que quando o presidente Lula foi eleito o jovem, que votará pela primeira vez nessas eleições, tinha apenas oito anos, e este jovem vai querer que o próximo governo seja melhor do que este.

Por estar a frente dessa organização, Gavião agradece pelo respeito, admiração e pela responsabilidade de ser presidente da União da Juventude Socialista e a organização possui 130 mil filiados em um Brasil de 50 milhões de jovens.

"Se depender da atual geração dos jovens vamos aprontar muita coisa ainda, todo lugar que tiver luta terá nossa bandeira tremulando", afirma emocionado.

Fotos do Congresso da UJS Nacional














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DELEGAÇÃO ACREANA RUMO AO 14º CONGRESSO UJS


Após uma intensa campanha de filiação que atingiu a marca histórica de 6.000 filiados em todo Acre, conquistando assim o título de maior UJS do Brasil em proporção com a população do estado, foi realizada a etapa estadual do congresso e a abertura dos preparativos para a etapa nacional.

Desse total foram escolhidos 54 delegados para prestigiarem o 14º Congresso da UJS. A caravana tem representantes dos 22 municípios do estado, que como já sabemos possuem enormes dificuldades de deslocamento, devido sua geografia recortada por rios e florestas intocáveis.

Por esse motivo a direção estadual dividiu a galera em duas caravanas. A 1ª com 10 militantes, partiu de Rio Branco domingo 09/06 as 22:0o hs e a 2ª com 44 saiu as 13:30 hs nesta segunda 10/09 . Numa viagem de ônibus que tem a duração de 56 horas passando por várias cidades, enfrentando as dificuldades, financeiras, psicológicas, diferenças de fuso horário e climáticas, esses jovens socialistas vão aos poucos vencendo as barreiras que separam este país.

A primeira caravana Chegou a São Paulo, local onde será realizado o Congresso Nacional, hoje 11/06 as 14:00 hs, horário de Brasília. Vencendo a barreiras como: andarem numa cidade desconhecida e imensa, tendo que pegar metrô sem saber ao certo onde e por onde ir, apenas com o endereço do Parque da Juventude numa folha de papel. Perdidos e cansados, arrastando malas e barracas pela cidade da garoa, esses jovens apenas final da tarde conseguiram se instalar e agora aguardam a 2ª caravana, que tem sua chegada prevista para as 03:00 hs da madrugada de 12/06.

Os primeiros delegados a chegarem para o 14º Congresso foram...
Acreditem!!!

Nos os Acreanos.

Numa demonstração de superação e disciplina em prol de uma sociedade socialista, mais humana e mais justa.

Se o presente é de luta o futuro nos pertence.
Da 1ª caravana diretamente de São Paulo

14° CONGRESSO ESTADUAL UJS ACRE





A juventude acreana se reuniu na manhã de ontem no auditório da Escola Lourenço Filho para participar da 14ª edição do Congresso da União da Juventude Socialista (UJS), que tem o objetivo de discutir com os membros do grupo como tem acontecido a participação dos jovens na política brasileira, bem como se as reivindicações em prol da qualidade de vida da juventude têm sido atendidas pelos governantes.

O vice-prefeito de Rio Branco, Eduardo Farias, que participou da fundação da UJS em 1984, esteve presente no evento. Durante seu pronunciamento, ele disse que juventude organizada é uma juventude protagonista das ações governamentais.

“É muito bom saber que muitos querem ser protagonistas, lotando esse auditório para participar do congresso. Eu vejo esse evento como algo muito importante, uma vez que ele abre portas para que os jovens exerçam o seu poder na política”, destacou.

Do congresso, participaram ainda o deputado estadual Moisés Diniz e o vereadores Márcio Batista e o secretario de saúde Pascal Khalil.

Márcio Batista, afirmou que a UJS hoje é a maior organização da América Latina de jovens, contando com um total equivalente a 40 mil membros. No Acre, são cerca de dois mil que participam ativamente das ações da entidade.

A UJS é uma organização política da juventude que luta para construir uma nação mais justa e igualitária, nos moldes da teoria marxista do Socialismo Científico. Sua militância está dividida em núcleos de afinidade, o que possibilita uma potencialização da atuação dos filiados, já que suas atividades se adequam à vida cotidiana.

“Eu fico muito feliz também de ver que os jovens estão aqui reunidos, participando de um evento como esse, que busca qualidade de vida para eles. Aqui tem jovens da capital e do interior do Estado, todos muito interessados em discussões políticas”, ressaltou a presidente da UJS, Bárbara Ranielli.

O congresso se estendeu por todo o dia e debateu assuntos de interesse local, mas também os de âmbito nacional, bem como o primeiro emprego, ensino de qualidade, sempre buscando chamar o poder público para o comprometimento com essas causas.

14° CONGRESSO ESTADUAL ACRE

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14° CONGRESSO ESTADUAL UJS ACRE














"Organização: fundamento principal para um bom cidadão"




Caros leitores desse informativo digital, as lutas de classes se perpetuam desde o inicio dos tempos, com derrotas e conquistas, avanços e retrocessos. Graças à organização das classes menos favorecidas, que ao longo desse tempo tem lutado intensamente contra as elites dominantes, que devido o poderio financeiro vem garantido a exploração de trabalho do homem pelo homem, que por míseros salários pagos e esses trabalhadores, aumentam ainda mais suas fortunas e engrandecem seus patrimônios de forma assustadora. Isso tem como fator principal o capitalismo, esse sistema sócio econômico em que vivemos, onde tudo se ressume em comércio, pois o mínimo do mínimo que necessitamos para nossa sobrevivência dependemos do dinheiro. A maior parte das riquezas do mundo esta concentrada em uma pequena quantidade de pessoas cerca de 5%. Essas pessoas são chamadas de donos dos meios de produções aqueles que exploram nosso trabalho, por isso e que vemos uma grande desigualdade social no mundo. Devemos nos conscientizar que isso tudo pode ser revertido, pois nos somos 95% da população explorada, e se somos a maioria algo esta errado.
Socialismo alternativa de sistema que se contra poe ao capitalismo, tivemos experiência em países como Cuba, China, URSS, Vietinã e outros, experiências essas, com suas realidades por isso, alguns desses países não foram feliz, e que esqueceram a participação popular, mas os avanços foram maiores, por isso devemos juntos discutir a possibilidade do Socialismo para o nosso Brasil, pois queremos um Socialismo com a nossa cara, e o que estará fazendo a UJS - Acre (União da Juventude Socialista) que estará discutindo nos dias 07/08 de 2008 em seu congresso estadual no final de semana próximo a construção do Socialismo rumando ao Comunismo.
Por isso e louvável as ações da UJS que visa conscientizar, informar e organizar os jovens das problemáticas que os aflingens, tornando ainda mais eterna essa luta milenar histórica.

Dário Júnior
Ex dirigente da UJS