Bebendo da fonte

Depois de 20 anos é preciso olhar para si.

Foi isso que decidiu a Frente Popular nesta sexta-feira quando da instalação de seu conselho político. Estavam presentes 15 partidos.

Uma reflexão sobre a trajetória, as políticas públicas vitoriosas e os desafios postos para o futuro da aliança estarão no centro do debate nos seminários que acontecerão da segunda quinzena de abril até o final de maio nas cinco regionais do estado.

Uma oportunidade de ouro que promoverá o reencontro da militância com sua trajetória.

Momento de intensos debates e de reafirmação de princípios programáticos. Ali surgirão propostas que atualizarão nosso programa neste novo ciclo que se abre a partir das eleições de 2010.

Quem teve a capacidade de mudar radicalmente a política do Acre e iniciar a implantação de um projeto de desenvolvimento ancorado em nossas raízes de vocação florestal, saberá muito bem ajustar o foco e construir diretrizes programáticas que estejam à altura dos novos desafios sem perigo de perda do caminho.

Será um momento único de celebração para centenas de militantes do movimento social, agentes políticos e gestores públicos que poderão debater de igual num ambiente democrático e sadio. Os construtores da mudança poderão refletir sobre o feito, questionar rumos e levantar novas bandeiras.

A Frente estará “frente a frente” com sua história. Olhará nos olhos de sua militância e terá a oportunidade de repactuar sua unidade, chave de todas as suas vitórias.

Só com ousadia é possível reinventar-se. Estamos no caminho certo.

Ao debate.



Fonte: BLOG DO DEPUTADO ESTADUAL EDVALDO MAGALHÃES

A miséria moral de ex-esquerdistas

Alguns sentem satisfação quando alguém que foi de esquerda salta o muro, muda de campo e se torna de direita – como se dissessem: “Eu sabia, você nunca me enganou”, etc., etc. Outros sentem tristeza, pelo triste espetáculo de quem joga fora, com os valores, sua própria dignidade – em troca de um emprego, de um reconhecimento, de um espaçozinho na televisão.

O certo é que nos acostumamos a que grande parte dos direitistas de hoje tenham sido de esquerda ontem. O caminho inverso é muito menos comum. A direita sabe recompensar os que aderem a seus ideais – e salários. A adesão à esquerda costuma ser pelo convencimento dos seus ideais.
O ex-esquerdista ataca com especial fúria a esquerda, como quem ataca a si mesmo, a seu próprio passado. Não apenas renega as idéias que nortearam – às vezes o melhor período da sua vida -, mas precisa mostrar, o tempo todo, à direita e a todos os seus poderes, que odeia de tal maneira a esquerda, que já nunca mais recairá naquele “veneno” que o tinha viciado. Que agora podem contar com ele, na primeira fila, para combater o que ele foi, com um empenho de quem “conheceu o monstro por dentro”, sabe seu efeito corrosivo e se mostra combatente extremista contra a esquerda.

Não discute as idéias que teve ou as que outros têm. Não basta. Senão seria tratar interpretações possíveis, às quais aderiu e já não adere. Não. Precisa chamar a atenção dos incautos sobre a dependência que geram a “dialética”, a “luta de classes”, a promessa de uma “sociedade de igualdade, sem classes e sem Estado”. Denunciar, denunciar qualquer indicio de que o vício pode voltar, que qualquer vacilação em relação a temas aparentemente ingênuos, banais, corriqueiros, como as políticas de cotas nas universidades, uma política habitacional, o apoio a um presidente legalmente eleito de um país, podem esconder o veneno da víbora do “socialismo”, do “totalitarismo”, do “stalinismo”.

Viraram pobres diabos, que vagam pelos espaços que os Marinhos, os Civitas, os Frias, os Mesquitas lhes emprestam, para exibir seu passado de pecado, de devassidão moral, agora superado pela conduta de vigilantes escoteiros da direita. A redação de jornais, revistas, rádios e televisões está cheia de ex-trotskistas, de ex-comunistas, de ex-socialistas, de ex-esquerdistas arrependidos, usufruindo de espaços e salários, mostrando reiteradamente seu arrependimento, em um espetáculo moral deprimente.

Aderem à direita com a fúria dos desesperados, dos que defendem teses mais que nunca superadas, derrotadas, e daí o desespero. Atacam o governo Lula, o PT, como se fossem a reencarnação do bolchevismo, descobrem em cada ação estatal o “totalitarismo”, em cada política social a “mão corruptora do Estado”, do “chavismo”, do “populismo”.

Vagam, de entrevista a artigo, de blog à mesa redonda, expiando seu passado, aderidos com o mesmo ímpeto que um dia tiveram para atacar o capitalismo, agora para defender a “democracia” contra os seus detratores. Escrevem livros de denúncia, com suposto tempero acadêmico, em editoras de direita, gritam aos quatro ventos que o “perigo comunista” – sem o qual não seriam nada – está vivo, escondido detrás do PAC, do Minha casa, minha vida, da Conferência Nacional de Comunicação, da Dilma – “uma vez terrorista, sempre terrorista”.

Merecem nosso desprezo, nem sequer nossa comiseração, porque sabem o que fazem – e os salários no fim do mês não nos deixam mentir, alimentam suas mentiras – e ganham com isso. Saíram das bibliotecas, das salas de aula, das manifestações e panfletagens, para espaços na mídia, para abraços da direita, de empresários, de próceres da ditadura.

Vagam como almas penadas em órgãos de imprensa que se esfarelam, que vivem seus últimos sopros de vida, com os quais serão enterrados, sem pena, nem glória, esquecidos como serviçais do poder, a que foram reduzidos por sua subserviência aos que crêem que ainda mandam e seguirão mandado no mundo contra o qual, um dia, se rebelaram e pelo que agora pagam rastejando junto ao que de pior possui uma elite decadente e em vésperas de ser derrotada por muito tempo. Morrerão com ela, destino que escolheram em troca de pequenas glórias efêmeras e de uns tostões furados pela sua miséria moral. O povo nem sabe que existiram, embora participe ativamente do seu enterro.



Fonte: CARTA MAIOR

Acre debate Código florestal em audiência pública concorrida

Rio Branco – AC - Por iniciativa da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), a Câmara Federal realizou em Rio Branco, na última quinta-feira, 25, sua 19o audiência pública externa sobre o projeto-de-lei de reforma do Código Florestal Brasileiro. As audiências vêm sendo realizadas desde setembro em cidades localizadas em todos os biomas do Brasil – Caatinga, Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Amazônia.
O evento em Rio Branco superlotou o auditório da Secretaria Estadual de Educação reunindo representante dos mais diversos segmentos da sociedade acreana. Produtores rurais, seringueiros, índios, ribeirinhos, comunidades que vivem em áreas de proteção ambiental, fazendeiros e madeireiros dividiram espaço com especialistas, estudantes, representantes do Governo do Estado e organizações não governamentais.
Foram quase seis horas de debates, entre às 15h e 21h. Mais de 40 pessoas se inscreveram para expressar suas opiniões, contra ou a favor da mudança do Código Florestal, editado em 1965. Os debates foram mediados pelo deputado Moacir Michelleto (PMDB-PR), presidente da Comissão Especial da Câmara Federal que deverá dar um parecer sobre o projeto-de-lei da Reforma do Código Florestal. Além de Michelleto, participaram da audiência em Rio Branco o relator da Comissão, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e os membros titulares da comissão, deputados Anselmo Jesus (PT-RO), vice-presidente, e Paulo Piau (PMDB-MG).

A deputada Federal Perpétua Almeida (PC do B), presente na mesa de honra, declarou ser defensora de mudanças na legislação. De acordo com a parlamentar, o Código atual é injusto, pois inviabiliza as atividades dos pequenos produtores. “Acho que temos inteligência necessária e instituições competentes para fazer com que o Código Florestal passe por mudanças. As ações muitas vezes são injustas e cruéis. Tenho acompanhado a posição do Ibama não só no Estado do Acre, mas em todo Brasil e o que eles fazem com o pequeno produtor da Amazônia é um crime. Temos que buscar alternativas, do jeito que está não pode ficar”, declarou a deputada, sendo aplaudida em pé pela plateia.

ANISTIA
Perpétua apresentou em novembro do ano passado o projeto de lei 6.313/09 que anistia as multas ambientais aplicadas aos povos da floresta: ribeirinhos, seringueiros, pescadores e pequenos produtores. A deputada explicou que assim os pequenos produtores afetados pelas multas poderão requerer crédito, desde que se comprometam em reverter a multa na recuperação da área degradada, ou seja, replantando.
Para Perpétua Almeida, as instituições antes de aplicarem as multas deveriam primeiro orientar e ajudar o pequeno produtor. “As nossas instituições não estão conseguindo chegar para orientar e ajudar os produtores. Pelo contrário, já chegam multando. Também digo que não é justo que as mesmas multas que são aplicadas para os grandes produtores sejam aplicadas para os pequenos produtores, esse é outro ponto importante que me leva a defender a mudança do Código Florestal”.
A deputada disse ainda que o Brasil necessita de um Código Florestal que tenha autonomia própria, assim não colocará em risco a população atual nem a futura. “Precisamos nos unir e manter nossa Amazônia em pé”, declarou.
O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa do Acre, também participou do evento representando o parlamento acreano. Em sua saudação aos participantes, na abertura do evento, Edvaldo lembrou que o debate sobre a reforma do Código Florestal desperta paixões e, portanto, tem que ser amplo e democrático. Tendo sido realizado em diversos estados brasileiros, o Acre não poderia ficar de fora deste debate, segundo o presidente da Assembleia.
O relator da Comissão, deputado Aldo Rebelo, fez pronunciamento justificando os debates. para a redação de um novo Código Florestal. Segundo ele, a reforma do Código estava sendo elaborada por um grupo de promotores do Estado de São Paulo sem ouvir a opinião de nenhum especialista.
A promotora de Meio Ambiente do Acre, Patrícia do Rego, há 16 anos nesta área de atuação, se pronunciou contra a reforma do Código, mesma opinião do Governador do Acre, Binho Marques (PT), representado pelo secretário de Meio Ambiente, Eufran Amaral.
Mas, os posicionamentos pela reforma do Código foram maioria. As multas aplicadas aos produtores rurais e as limitações de área para cultivo na Amazônia foram os principais alvos das críticas. O Código atual limita em 20% o total da área que pode ser utilizado para exploração econômica na região e impede qualquer atividade nas margens dos rios, as chamadas Áreas de Preservação Permanente. Desta forma, torna impossível a sobrevivência das comunidades ribeirinhas.
O presidente da Comissão, deputado Moacir Michelleto adiantou que o relatório do deputado Aldo Rebelo deverá ser apresentado à Câmara ainda na primeira quinzena de março e irá ser debatido em abril no Grande Plenário do Congresso, que reúne a Câmara e o Senado Federal.

Pet Socialista

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