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Conforme decisão da Direção Nacional, a diretoria executiva da UJS aprovou, em reunião, o lançamento do movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade", que integrará na construção do Coneb da UNE. A proposta de tese do movimento começa a ser disponibilizada pela internet e remetida aos estados nos próximos dias.
A intenção agora é ampliar a mobilização de entidades, que já acontece em todo o Brasil, e debater as propostas com estudantes independentes e potenciais aliados de outras correntes políticas para agregar força ao movimento.
Veja abaixo entrevista com Márcio Cabral, diretor de movimento estudantil universitário da UJS:
Fale um pouco sobre o movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade" e a mensagem que ele procura passar.
MC: Vamos propor para os estudantes universitários o movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade", nome inspirado numa linda música do Gonzaguinha regravada pela Maria Rita. Acho que esse nome tem tudo a ver com a conjuntura política e aponta perspectivas.
Veja só: o neoliberalismo vive uma crise gravíssima que tem origem nos EUA. Quem aponta a saída da crise são justamente os países que têm questionado as políticas neoliberais. As nações em desenvolvimento, que não caíram na cantilena de que o mercado se auto-regula.
São esses países que apontam para o desenvolvimento, para o enfrentamento aos especuladores, para a garantia dos direitos sociais, para a geração de empregos, para os investimentos em políticas sociais. Em última análise, a crise mostra que o neoliberalismo fracassou e nós, que o combatemos, vamos vencer, pois a união dessas nações pode trazer a novidade, um mundo novo. E o Brasil e outros países da América Latina estão engajados na construção desse mundo novo.
E qual a correspondência dessa "novidade" para a educação?
MC: Na educação a palavra chave, a novidade é democracia. A democracia no sentido amplo, que abra a universidade aos interesses da nossa nação e do nosso povo. Teremos em 2010 um Conferência Nacional para construir o Plano Nacional de Educação que vai vigorar de 2011 a 2020, portanto é um momento de luta política que pode efetivamente trazer uma nova concepção para a universidade.
Por isso, o movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade" vai chamar os CAs para um grande debate educacional, pautado numa radical ampliação do acesso com garantia de qualidade, com garantia de financiamento público. Queremos pelo menos 50% de vagas no ensino superior gratuito até 2020, entre vagas em universidades públicas e no ProUni. É preciso também resolver o problema da permanência do estudante, para o que propomos a criação de um Fundo Nacional de Assistência Estudantil.
Também queremos democratizar a estrutura acadêmica, reestruturação curricular e do corpo docente. Queremos paridade de representação, instituição do Ciclo Básico e fortalecimento da pesquisa e da extensão.
E tem mais. É preciso que se regulamente o ensino privado a partir da concepção de que a educação é serviço público, embora nesse caso em regime de concessão. Mas o princípio é de atender à necessidade pública. Por isso, o ensino deve ter qualidade, não pode ter capital estrangeiro porque é ofensivo à soberania do país. Tem que ter mensalidade justa e tem que haver punição a quem trata a educação como mercadoria, como aconteceu no absurdo caso do SPC da Educação.
Qual a expectativa para o Coneb?
MC: Temos as melhores expectativas. Do ponto de vista político, o movimento estudantil universitário tem demonstrado força, tanto através das ocupações de reitorias na públicas quanto pela maior organização de entidades nas instituições privadas. Além disso, o movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade" pretende fazer uma ampla aliança, a partir de muito debate de propostas, para lutarmos todos por uma universidade capaz de responder aos anseios da sociedade e do país.
O Coneb também pode ser compreendido como um início de construção do Congresso da UNE. Por isso, nosso movimento vai dialogar com Centro Acadêmicos em todo o Brasil, especialmente os organizados nas maiores universidades e nos centros políticos.
Fonte: UJS NACIONAL
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Se ainda é cedo para avaliar a duração da crise do sistema financeiro e sua intensidade sobre a economia mundial, alguns sofismas que, no apogeu do neoliberalismo, foram elevados à categoria de axiomas, desmoronaram como castelos de areia. Tudo que era líquido e estável se evaporou no estouro da bolha de uma economia alavancada em sua própria irracionalidade.
Na agenda dos economistas neoclássicos, inspiradores de executivos e consultores das grandes corporações, não só o Estado era apresentado como uma instituição estranha à "saudável" acumulação, quase uma excrescência que tinha que ficar contida "nos limites de sua atuação ao essencialmente imprescindível" , como o estudo das ações econômicas dos homens poderia ser feito abstraindo-se as suas dimensões éticas, religiosas e políticas.
Para um mercado exuberante nada melhor que um homem sem história. A equação perfeita compreendia a subordinação da política à economia e desta ao cálculo contábil. Nos "não lugares" da modernidade líquida, o homo economicus vagava como fragmento, como parcela que apenas produz e consome. “Egoísta” e “racional”, encontrava-se com outros homens apenas para negociar suas decisões de compra e venda emitidas por intermédio de sistema de preços. Teria, enfim, trocado a possibilidade do devir histórico pelos mercados derivativos. A harmonia estava assegurada por mercados competitivos e desregulamentados. Nada de Estado impondo seus projetos. O contrato social era a lei do valor enlouquecida.
O que lhe sobrava, na visão instrumental dos players do cassino, era a eliminação de subsídios às empresas, cortar gastos sociais e reduzir de forma acentuada os gastos governamentais. Privatizar, descentralizar, desregulamentar. Eis a santíssima trindade da mística dos fundamentalistas de mercado. Um mantra que se reproduziu por quase duas décadas nos centros acadêmicos e editorias de economia.
Quem ousaria duvidar que estivesse em funcionamento na economia uma série de regras novas, e um tanto desconhecidas, embasando um círculo virtuoso que poderia durar muitos anos ainda? Questões como o crescente endividamento de milhões de americanos que contraíam seus débitos para investir na bolsa, mirando um lucro fabuloso em pouco tempo, eram detalhes que só preocupavam os teóricos da obsolescência. Aqueles que teimavam em se opor a um projeto de exercício do poder político que tinha como premissas a refundação da economia de mercado e a reforma do Estado.
E agora? Como ficam todos os credos quando o efeito dominó do sistema financeiro estadunidense leva o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional(FMI) a decretar o fracasso da tentativa de adoção de mercados globalizados? Quando o governo Bush, seguindo a estratégia dos países europeus, anuncia o investimento de US$ 250 bilhões na aquisição de ações preferenciais de bancos privados “para fortalecer a confiança do público no sistema"? O que fazer com os “sábios” vaticínios de Hayek e Friedman. Conceder o Nobel de Economia a Paul Krugman não é mea-culpa suficiente. É necessário bem mais.
É preciso admitir que as políticas de um Estado regulador de mercado podem não acompanhar o ritmo do processo de desenvolvimento capitalista, mas os modelos de regulação keynesianos continuam imprescindíveis para a manutenção do ambiente institucional requerido para momentos em que o modelo da “competição perfeita” revela seu caráter ficcional. Resta, ainda, admitir que talvez a crise do homo economicus não seja acidental, nem meramente econômica. É constitutiva da amoralidade em que opera um modo de produção que tem como " ethos" o lucro a qualquer preço.
A necessidade de formular alternativas contra-hegemônicas nunca se mostrou tão urgente. È hora de a esquerda retomar a leitura de seus clássicos, atualizá-los à luz das exigências contemporâneas, recusando toda e qualquer formulação reducionista.
Para a anomia do capitalismo o único ativo que não perde valor é a barbárie. Esse tem sido o papel menos volátil quando a taxa de lucro mostra acentuado declínio.
Fonte: VERMELHO
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O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou no último dia oito, uma série de mudanças nas diretrizes da educação de jovens e adultos, o antigo supletivo
A partir de 2013, quando termina o prazo de transição dado pelo governo às redes particulares, estaduais e municipais, a idade mínima para entrar nessa modalidade de ensino passa de 15 para 18 anos.
"Historicamente, a idade sempre foi 18 anos. Com uma nova postura das políticas públicas na metade da década de 1990, com focalização da educação para a faixa entre 7 a 14 anos, houve um descompromisso com os alunos regulares com mais de 14 anos", diz Regina Vinhaes Gracindo, conselheira e relatora do processo.
Ela critica a inclusão dos alunos de 15 a 17 anos em turmas com estudantes muito mais velhos. "Eles são adolescentes, não são jovens. Sendo adolescentes, estão deslocados na educação de jovens e adultos", afirma, mencionando que, durante as discussões em torno do tema, o conselho descobriu casos de alunos de até 13 anos matriculados em supletivos.
O texto aprovado pelo Conselho Nacional de Educação determina que os alunos de 15 a 17 sejam inseridos no ensino regular, mas recebam um atendimento especializado devido à distorção entre a idade e a série desse público.
Opinião diferente do CNE tinha o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, André Lázaro. Em entrevista recente em Brasília, ele afirmou ser totalmente contrário à medida, pois a mudança afastaria adolescentes que vêem na menor duração do antigo supletivo um atrativo para estudar, apenas 48% dos estudantes na faixa etária alvo da resolução estão no ensino médio regular.
O conselho também regulamentou o oferecimento de educação de jovens e adultos a distância. Fica vetada a oferta dessa modalidade de ensino para alunos no nível correspondente ao da 1ª a 4ª série.
Também foi estipulado um número mínimo de horas de aula: 1.200 horas para o curso de nível médio e 1.600 para os cursos da 5ª a 8ª série.
"Como não havia normatizações específicas, era possível fazer um curso em três meses", afirma a conselheira Regina Vinhaes Gracindo.
As novas regras para a educação de jovens e adultos a distância dispõem ainda sobre a duração dos cursos, os exames de certificação e o atendimento do professor ao estudante.
Para o diretor de Políticas Institucionais da UBES, Thiago Mayworn "a aprovação do CNE é positiva. É preciso incentivar que os estudantes de 14 a 17 anos estejam inseridos no ensino regular que é muito mais rico em conteúdo".
Sobre a declaração de André Lázaro, Mayworn afirma "de fato é possível que cause uma evasão escolar, mas isso é por conta do modelo educacional brasileiro que não é atrativo, hoje os estudantes já chegam na escola pensando em ir embora, pois a escola não o oferece nada a mais do o conteúdo básico, por isso muitos migram para o supletivo no desespero de terminarem logo pra se verem livres da escola. O que temos que fazer não é colocar os adolescentes no supletivo pra incentiva-los a estudar, mas mudar a escola brasileira tornando-a mais atrativa com atividades extraclasse esportivas, culturais, cientificas e etc".
Fonte: UBES
A partir de 2013, quando termina o prazo de transição dado pelo governo às redes particulares, estaduais e municipais, a idade mínima para entrar nessa modalidade de ensino passa de 15 para 18 anos.
"Historicamente, a idade sempre foi 18 anos. Com uma nova postura das políticas públicas na metade da década de 1990, com focalização da educação para a faixa entre 7 a 14 anos, houve um descompromisso com os alunos regulares com mais de 14 anos", diz Regina Vinhaes Gracindo, conselheira e relatora do processo.
Ela critica a inclusão dos alunos de 15 a 17 anos em turmas com estudantes muito mais velhos. "Eles são adolescentes, não são jovens. Sendo adolescentes, estão deslocados na educação de jovens e adultos", afirma, mencionando que, durante as discussões em torno do tema, o conselho descobriu casos de alunos de até 13 anos matriculados em supletivos.
O texto aprovado pelo Conselho Nacional de Educação determina que os alunos de 15 a 17 sejam inseridos no ensino regular, mas recebam um atendimento especializado devido à distorção entre a idade e a série desse público.
Opinião diferente do CNE tinha o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, André Lázaro. Em entrevista recente em Brasília, ele afirmou ser totalmente contrário à medida, pois a mudança afastaria adolescentes que vêem na menor duração do antigo supletivo um atrativo para estudar, apenas 48% dos estudantes na faixa etária alvo da resolução estão no ensino médio regular.
O conselho também regulamentou o oferecimento de educação de jovens e adultos a distância. Fica vetada a oferta dessa modalidade de ensino para alunos no nível correspondente ao da 1ª a 4ª série.
Também foi estipulado um número mínimo de horas de aula: 1.200 horas para o curso de nível médio e 1.600 para os cursos da 5ª a 8ª série.
"Como não havia normatizações específicas, era possível fazer um curso em três meses", afirma a conselheira Regina Vinhaes Gracindo.
As novas regras para a educação de jovens e adultos a distância dispõem ainda sobre a duração dos cursos, os exames de certificação e o atendimento do professor ao estudante.
Para o diretor de Políticas Institucionais da UBES, Thiago Mayworn "a aprovação do CNE é positiva. É preciso incentivar que os estudantes de 14 a 17 anos estejam inseridos no ensino regular que é muito mais rico em conteúdo".
Sobre a declaração de André Lázaro, Mayworn afirma "de fato é possível que cause uma evasão escolar, mas isso é por conta do modelo educacional brasileiro que não é atrativo, hoje os estudantes já chegam na escola pensando em ir embora, pois a escola não o oferece nada a mais do o conteúdo básico, por isso muitos migram para o supletivo no desespero de terminarem logo pra se verem livres da escola. O que temos que fazer não é colocar os adolescentes no supletivo pra incentiva-los a estudar, mas mudar a escola brasileira tornando-a mais atrativa com atividades extraclasse esportivas, culturais, cientificas e etc".
Fonte: UBES
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PACTO PELA JUVENTUDE: O BRASIL PRECISA, A JUVENTUDE QUER!
Em abril de 2008, dois mil delegados e delegadas ecoaram as 400 mil vozes dos participantes do processo da 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude. Durante oito meses, milhares de propostas foram debatidas em diferentes etapas: conferências livres, consulta aos povos e comunidades tradicionais, conferências municipais, estaduais e nacional. Em cada uma dessas etapas, foram aprovadas resoluções e prioridades, que se encontram disponíveis para o debate público e expressam as demandas e expectativas da juventude brasileira para que seus direitos sejam plenamente garantidos.
O Pacto pela Juventude é uma proposição do Conselho Nacional de Juventude aos governos (federal, estaduais e municipais) e aos candidatos a prefeito e vereador, para que se comprometam com as Políticas Públicas de Juventude nas suas ações de governo e plataformas eleitorais, respectivamente.
O desafio é traduzir as demandas identificadas nas conferências em propostas, iniciativas, programas e projetos de âmbito nacional, estadual e municipal, tendo como referência os seguintes parâmetros na implementação das políticas públicas de juventude:
Jovens como sujeitos de direitos : as políticas públicas de juventude se justificam e se orientam pelo atendimento às necessidades dos e das jovens, não por uma compreensão de que eles e elas são .incompletos. ou .problemáticos.. Assim, estas políticas não devem ter como objetivo proteger ou controlar suas vidas. O reconhecimento de seus direitos deve estar alicerçado em uma perspectiva ampla de garantia de uma vida social plena e de promoção de sua autonomia.
Faixa etária : No Brasil são consideradas jovens as pessoas com idade entre 15 e 29 anos. Mas não se pode perder de vista a existência de faixas etárias intermediárias.
Os desafios colocados para os jovens de 16 anos são bastante distintos dos colocados para os jovens de 24 ou 29 anos, e este fato deve se refletir nas políticas.
A valorização da diversidade juvenil : É preciso reconhecer que um contingente de 50,5 milhões de pessoas, entre 15 e 29 anos, num país continental como o Brasil, comporta inúmeras diferenças de condições de vida, de identidade, formas de organização e expressão. Ao invés de criar rótulos e estereótipos, devemos reconhecer e valorizar a diversidade (de gênero, raça e etnia, orientação sexual, jovens com deficiência, rurais e urbanos, opção religiosa e de comunidades tradicionais, por exemplo) como traço marcante da juventude brasileira, mas também gerar condições para a superação das desigualdades sociais e econômicas. Estas sim devem ser combatidas.
Políticas públicas articuladas e integradas : As políticas públicas de juventude devem ter caráter redistributivo, ou seja, devem estar orientadas para diminuir as desigualdades entre os jovens e outros segmentos etários e dos jovens entre si. Estas políticas têm que servir também para assegurar direitos, potencializar talentos e valorizar a condição juvenil, independentemente da condição social. Para isso, devem ser implementadas, simultaneamente: políticas universais que levem em conta as demandas e singularidades juvenis (como a educação pública e a saúde), políticas emergenciais (apresentando novas chances aos jovens em situação de maior vulnerabilidade social) e políticas específicas (que reconheçam e promovam o potencial e as particularidades da condição juvenil).
Transversalidade das políticas: A vida cotidiana não é dividida em departamentos.
Mas o Estado é. Por isso, geralmente, temas que deveriam andar juntos, acabam espalhados em Secretarias e Ministérios diferentes. Tratar as questões juvenis de modo transversal significa integrar objetivos e ações das políticas públicas. Mais do que uma pauta exclusiva dos órgãos institucionais de Juventude, os jovens devem ser tratados como um assunto estratégico por todo o governo.
Desenvolvimento integral : A juventude não é apenas uma passagem para o mundo adulto. Mais do que uma preparação para o futuro, a vivência juvenil é uma realidade no presente e, na contemporaneidade, combina processos formativos com processos de experimentação e construção de trajetórias nos mais diversos âmbitos. Para garantir um desenvolvimento integral, as políticas públicas devem se orientar pelo reconhecimento de que a escola, o trabalho, a cultura e as tecnologias de informação estão relacionadas, especialmente a partir das transformações sociais e dos avanços científicos dos últimos vinte anos.
Criação de órgãos especializados em Juventude : Fortalecer as políticas públicas de juventude implica responsabilidades diretas e específicas com a implementação de projetos e programas que levem em conta as demandas específicas da atual geração de jovens. Por isso, é indispensável a constituição de assessorias, coordenadorias ou secretarias no âmbito do Poder Executivo, com atribuições específicas na coordenação e articulação destas políticas.
Participação e Conselhos de Juventude : Promover o direito à participação é indispensável para o sucesso e efetividade de uma política de juventude. Ampliar os canais de diálogo com os movimentos juvenis e demais organizações da sociedade civil vinculadas ao tema, por meio do fortalecimento e criação dos Conselhos de Juventude (estaduais e municipais) e realização de Conferências é fundamental. À juventude cabe um papel ativo na formulação, monitoramento e avaliação dos projetos e programas. O sentido desta participação deve extrapolar os limites das políticas de juventude e vincular o debate em torno de um projeto de desenvolvimento local e nacional.
PACTO PELA JUVENTUDE: EU ASSUMO ESSE COMPROMISSO!
A 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude terminou. Mas o processo de mobilização continua: no dia 12 de agosto de 2008, data em que se comemora o Dia Nacional da Juventude, foi entregue ao presidente Lula o .Pacto pela Juventude..
O pacto é uma proposição do Conselho Nacional de Juventude aos governos (federal, estaduais e municipais), e aos candidatos a prefeito e vereador, para que se comprometam com as Políticas Públicas de Juventude, nas suas ações de governo e plataformas eleitorais, respectivamente.
Quais são os seus objetivos?
Manter o debate em torno dos temas apresentados pela Conferência, que mobilizou mais de 400 mil pessoas em todo o Brasil, viabilizando uma ampla divulgação destas propostas e o comprometimento com parâmetros para implementação das políticas públicas de juventude.
Como esse Pacto será estruturado?
Por meio de um conjunto de ações e compromissos que devem ser assumidos pelos gestores federais, estaduais e municipais, legisladores e candidatos às eleições de 2008.
Como se dará a participação?
Através de eventos públicos para que os gestores possam reafirmar o compromisso com as políticas públicas de juventude. Para candidatos à Câmara de Vereadores ou Prefeituras, a adesão dar-se-á pela assinatura de um Termo de Compromisso.
Como serão as etapas do Pacto?
Federa l: Principais parceiros: Ministérios e Frente Parlamentar de Juventude.
No dia 19 de agosto de 2008, durante reunião do Conjuve, com a presença de ministros e de representantes da Câmara dos Deputados, iniciaram-se as atividades do Pacto em nível federal.
Na oportunidade foi comemorada a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de projetos de lei de interesse da juventude, como a regulamentação do estágio, a licença maternidade e a PEC da Juventude. Por sua vez, o governo reafirmou o compromisso com o fortalecimento da política nacional de juventude e anunciou novidades na área de esporte, ciência e tecnológia, trabalho e da política sobre drogas.
Estadual: Principais parceiros: gestores de juventude, conselhos estaduais de juventude e fóruns de juventude.
Entre os dias 13 de agosto e 14 de dezembro de 2008, eventos do Pacto ocorrerão nos estados. A atividade poderá contar com a presença de governadores e/ou gestores estaduais de juventude. O evento terá como público-alvo conselheiros de juventude, integrantes das comissões organizadoras das conferências estaduais, delegados eleitos nas etapas da Conferência, movimentos juvenis e demais organizações da sociedade civil.
Municipal: Principais parceiros: conselhos municipais de juventude, juventudes partidárias e fóruns de juventude.
Nos municípios, a dinâmica será diferenciada. No primeiro e no segundo turno das eleições municipais, o foco será na adesão e no comprometimento dos candidatos ao cargo de prefeito. Esta é uma articulação suprapartidária que envolverá fundamentalmente agentes da sociedade civil e candidatos a cargos eletivos.
ompromisso com a Juventude e com o Brasil
Nós, representantes de juventudes partidárias das diferentes correntes político-ideológicas, em um ato suprapartidário, manifestamos nosso apoio e participação no Pacto pela Juventude .
Nossa organização em todo o Brasil e a participação de nossas militâncias em dezenas de movimentos juvenis e sociais nos proporciona um considerável poder de articulação e mobilização que será canalizado para a efetivação das etapas deste pacto, uma vez que o compromisso com a defesa dos direitos da juventude brasileira tem sido um ponto de convergência em nossas ações cotidianas, capaz de sustentar alianças suprapartidárias em nome da juventude brasileira.
A nosso ver, o Pacto pela Juventude deve ser amplo e democrático e buscar envolver instituições, organizações, movimentos, fóruns, redes, agentes administrativos e políticos, tomadores de decisão e demais atores sociais que se relacionam com esta temática. Nesse sentido, ressaltamos a importância da sistematização das diretrizes em Planos de Juventude, nos diversos âmbitos, o que contribuirá com a missão de alçar as políticas de juventude à condição de Política de Estado.
Nesse sentido, é fundamental a aprovação pelo Congresso Nacional da Proposta de Emenda Constitucional 138/2003, conhecida como PEC da Juventude , que "Dispõe sobre a proteção dos direitos econômicos, sociais e culturais da juventude". Aprovar essa matéria significa incluir definitivamente a juventude como uma questão do Estado brasileiro, ao mesmo tempo em que seria o reconhecimento à luta desta geração por mais direitos.
Também atentamos para a necessidade de institucionalização da Política de Juventude nos diversos níveis da administração pública, com a criação de órgãos gestores de juventude que tenham, entre outras, a missão de coordenar os esforços do referido governo no tocante a juventude e de Conselhos da Juventude como espaços privilegiados para garantir a participação autônoma das juventudes e da sociedade civil na formulação, execução, monitoramento e avaliação das PPJ.
O lastro social deste pacto está ancorado na mobilização gerada pela 1ª Conferência Nacional de Juventude , que contou com mais de 400 mil participantes , nos 27 Estados e em mais de 1.000 cidades, nas etapas livres, regionais, municipais e estaduais. O seu conteúdo principal são as resoluções destas conferências, especialmente as 22 prioridades aprovadas na Etapa Nacional.
Nesse sentido, nos comprometemos a levantar a bandeira do Pacto pela Juventude nas Eleições Municipais de 2008 , de modo que os candidatos a vereador e a prefeito assumam o compromisso com parâmetros e diretrizes que visem o fortalecimento das políticas públicas de juventude tendo como referência para suas plataformas eleitorais as 22 prioridades aprovadas pela Conferencia Nacional de Juventude, sem esquecer que após a eleição e posse dos novos governantes municipais temos que seguir acompanhando a efetivação dos compromissos de campanha seja nos movimentos sociais e juvenis, seja nos conselhos municipais de juventude, que, com certeza, se multiplicarão a partir de 2009.
Assinam:
Em ordem alfabética por partido
Anderson Xavier - Presidente do MJT- Movimento da Juventude Trabalhista -PTB
Deputado Estadual PSDB /SP-Bruno Covas - Presidente da Juventude do PSDB
Dep. Federal Efraim Filho DEM /PB - Presidente da Juventude dos Democratas – DEM
João Alberto Lages - Presidente da Juventude do PMDB
Joubert Fonseca de Andrade - Presidente da Juventude Socialista Brasileira – JSB/PSB
Luiz Martins- "Luizinho" - Presidente da Juventude Socialista - JS/PDT
Maiko Vieira - Presidente da Juventude do PPS - JPS
Marcelo Brito -"Gavião" - Presidente da União da Juventude Socialista – UJS
Pedro Feiten - Presidente da Juventude do Partido Progressista – PP
Severine Macedo - Secretária Nacional de Juventude do Partido dos Trabalhadores – JPT
Fonte: UJS NACIONAL
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Banda rockeira de Tarauacá toca nexta sexta-feira no palco principal da EXPOJURUÁ.
Banda Formada por 6 jovens tarauacaenses, e todos filiados a UJS, irão fazer o show para a galera cruzeirense e região.
E tem uma novidade legal, a banda vai levando a caravana da UJS de Tarauacá.
Temos infomações que a UJS de Feijó vai tá presente com sua galera também. Então vamos unir as UJS do Juruá, e cantar muito Rock em Cruzeiro
Fonte: UJS Tarauacá
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